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   29.6.05  
Muitas coisas me fazem rir, muitas mesmo.
Mas algumas, eu perco fôlego.
Seinfield é uma delas, lá vai:

"Todo mundo tem suas medidas de segurança, coisas que eles pensam que vão enganar os ladrões. Você vai à praia, cai na água, mas antes, põe a carteira no chinelo... quem vai adivinhar? Que mente criminosa poderia penetrar nessa fortaleza de segurança?
Botei um elástico no dinheiro. Pronto, está seguro. Ponho dentro do ténis, na ponta. Eles nunca procuram ali. Só olham o calcanhar e vão embora.
Ou então, a gente tem uma televisão no assento traseiro do carro. Se a gente vai sair do carro por alguns minutos, põe um casaco em cima da TV. "E só um casaco enorme, quadrado, com uma antena no meio. E um casaco Philco."



   27.6.05  
Dilema

Corto ou deixo crescer o cabelo...
Essa vida cheia de dúvidas me consome...hehehe



   23.6.05  
O que você quer ser quando crescer?

Conversando com uma amiga, desempregada como eu, descobrimos que nosso sonho de infância era ser açougueiro (assim mesmo no masculino, pq eu acho que nem existe o feminino dessa palavra...hehehe). E compartilhamos também que a melhor coisa de ser fazer no açougue deve ser moer a carne. Pronto, combinamos de abrir um açougue só de carne moída. Isso que é tino empresarial. O sucesso nos espera!!!!


 
AMIZADE

Como as plantas, a amizade não deve ser muito nem pouco regada.

(C.D.A.)



   22.6.05  
Adivinha quem vem para o café da manhã?

Meus pais e meu irmão viajaram. Suponho que estou sozinha em casa. Estou debaixo das cobertas, dormindo tranquilamente. Escuto um barulho insistente. Começo a maldizer a minha gata. Durmo de novo... o barulho continua, agora de passos. Fico preocupada. Afinal, se estou sozinha, quem está fazendo barulho?

Levanto a colcha, abro os olhos e pego uma mulher no flagra, com os braços esticados para a estante de livros. Antes que eu possa perguntar o que ela está fazendo ali, a quilômetros da casa dela e aquela hora da manhã, ela, puxando os livros, diz, "vou levar esses aqui".

Em seguida abre meu armário, experimenta TODAS as roupas, reclama que nenhuma ficou boa, avisa que trouxe um pão de queijo pra mim, mas que já comeu um pedaço, veste sua própria roupa novamente e antes de sair, ainda pede: "me arruma um trocado aí pra eu ir trabalhar!"

Eu continuo deitada, assistindo tudo aquilo e pensando: é um sonho, só pode ser um sonho.

Mas não, era real. Isso que dá minha mãe fazer cópia da chave de casa pra qualquer um, né Angélica? (hehehe)



   21.6.05  
Tom Wolfe e Você: tudo a ver!

Terminei de ler "Da Bauhaus ao nosso caos", do Tom Wolfe, o garoto enxaqueca mor da literatura. O livro trata de uma crítica a arquitetura, começando pela escola Baunhaus (seus ensinamentos e filosofias) até sua repercussão nos E.U.A e suas conseqüências.

É preciso alguma noção de história da arte para não perder tanto a piada e se deleitar com os comentários e ironias de Tom Wolfe a insossa arquitetura moderna. ... Pois são muitas as descrições de prédios, muitas as citações de outros fazeres artísticos, como a pintura, por exemplo. (Algumas coisas o bom e velho google pode elucidar, com imagens dos prédios e casas citados). Superado este problema, o livro se torna maravilhoso.

Tom Wolfe entrou na minha vida através de Angelique (é claro!!!), quando esta me emprestou o livro "A Palavra Pintada", com o seguinte recadindo:

"Nanda, não fiquei com raiva do autor, pq quero que você leia outras livros - MUITO BONS! - dele. Tachauzinho, Angélica".

Ela escreveu isso, porque havia tempo ela estava me azucrinando para ler "O teste do ácido do refresco elétrico". Um livro de umas 400 páginas, sobre as primeiras experiências com LSD e afins, que ela dizia ser maravilhoso. Aquele tipo de livro que você diz: caraca, é isso!!!! E claro que eu não queria ler... relutava e relutava. Ainda mais ela sabendo da minha implicância com essa coisa de blá blá blá de doidões (e minha preguiça... porra, 400 páginas doe até o braço pra segurar).

Então li “A palavra pintada” e gostei muito. Sabendo que eu tenho uma certa veneração por Pollock ela achou que eu não iria gostar do livro, porque Tom Wolfe cai de pau na cena do Expressionismo Abstrato, nos EUA. Mas ele não critica a coisa por criticar. Tudo tem contexto, tudo tem um porém, um porque, uma ironia. E isso é fascinante.

Lido “A palavra pintada” em seguida, não agüentei os apelos e caí nas graças do mega “O teste do ácido do refresco elétrico”; que virou O livro para mim. Aquele tipo de livro que você quer que todos a sua volta leiam, para você poder falar e falar sobre (assim como é comum as pessoas comentarem sobre um comercial da TV). Por que não é papo de doidões, a coisa tem muito sentido e é realmente maravilhoso a forma como ele (des)escreve aquele universo.

Fui à casa de Angelique outro dia e ela cismou que eu tinha que ler mais um livro dele. Um tal de “Eleitos”, se não me engano. Sobre os astronautas que foram à lua... imagina a cara que eu fiz... muito de “nem pense nisso, astronautas são demais pra mim!!”. Além do agravante do livro ser muito pesado, mas que o “O Teste...” (minha forma de escolher o livro para ler é realmente digna de nota, não?).

Saí de lá com esse da Bauhaus (que é bem fininho – hehehe)... agora que terminei e amei, confesso que fiquei tentada a ler esse dos astronautas, já que ela está insistindo tanto. Mas aviso, vai ter que trazer aqui. Muito pesado pra eu carregar no lombo pelo metrô.



   15.6.05  
“As cidades sem horizonte, aquelas em que chove muito ou faz frio e as que, por falta de paisagens ou cenário, estimulam excessivas perquirições ou altas prosopopéias, que nos perdoem. Ao longo dos séculos, o Rio tem construído um tipo de prosa que não se parece com a desses lugares onde a vida se dá do umbigo para dentro. Ao contrário, a prosa carioca costuma ser do umbigo para fora. (...) É uma literatura que se escreve com as pernas e, às vezes, em cima da perna de tão à vontade. É uma literatura que não precisa parar para pensar, que pensa andando, porque o Rio convida a isto. Cada bairro ou rua tem um jeito próprio que parece definir o caráter desses personagens – e a grande façanha de literatura do Rio é a de que, ao situar a ação em lugares tão específicos, consegue ter um apelo nacional.”.

Ruy Castro no prefácio do livro “Prosas cariocas: uma nova cartografia do Rio de Janeiro”. São 17 histórias escritas cada uma por jovem autor sobre um bairro do Rio.

Ficou com vontade de ler? Compre o livro ou, faça com eu, peça emprestado.

E falando em Rio de Janeiro, em caminhadas e paisagens... Sempre que passo pela Praça XV eu tenho uma vontade imensa de implodir aquele asqueroso mostro cinza do Viaduto da Perimetral. Uma ofensa aquela paisagem!



   14.6.05  
Se você prestar atenção a sua volta, muita coisa boa também está acontecendo.
Hoje o sol se pôs enquanto eu atravesava, de ônibus, o Aterro do Flamengo...


 
...

Eu sou tão básica quanto as blusas Herings que eu visto. Deve ser por isso que normalmente quando sou apresentada a alguma pessoa ela diz que parece me conhecer de algum lugar ou que sou muito parecida com alguma colega dela. Sou assim, comum como minha calça jeans e o meu velho all star. Usos meus adereços na cabeça, não como a Carmen Miranda com seus abacaxis e bananas pendurados, meus acessórios são internos. Minha mente, tal como a camiseta Hering, está sempre pronta para ser preenchida com uma frase, uma ilustração, uma paisagem. Tiro inspiração de uma calçada de pedra portuguesa, de um muro grafitado, das pessoas que vão e vem, vão e vem. Vivo para ver e conhecer. E nesse mosaico de referências eu faço a minha estampa.



   6.6.05  
Hortifruti

Estacionar o carro. Escolher e colocar em saco plásticos as frutas, os legumes, as verduras e os sucos. Tirar do carrinho as frutas, os legumes, as verduras e os sucos. Pagar. Empacotar as frutas, os legumes, as verduras e os sucos. Colocar as sacolas de frutas, legumes, verduras e sucos dentro do carrinho novamente. Abrir a mala do carro, tirar do carrinho e guardar as sacolas de frutas, legumes, verduras e sucos. Pagar o flanelinha. Estacionar o carro na garagem do prédio. Tirar da mala e colocar mais uma vez no carrinho as frutas, os legumes, as verduras e os sucos. Chamar o elevador. Abrir a porta de casa e retirar do carrinho as frutas, os legumes, as verduras e os sucos. Colocar na geladeira as frutas, as legumes, as verduras e os sucos. Pegar o telefone e pedir uma pizza. Amanhã a gente come todas essas frutas, legumes, verduras e sucos.



   3.6.05  
Quando eu vou ao cinema eu me sinto um pouco caipira. Eu sempre fico maravilhada com a dita sétima arte. Eu gosto tanto de ir ao cinema que chego até ser chata e ter um certo ritual (que faço geralemente quando estou sozinha, pq com mais pessoas vc sempre tem que ceder em alguma coisa)

Gosto de escolher uma boa sala de cinema (e isso depende do tipo do filme que eu irei assitir),chegar cedo para garantir meu ingresso sem me estressar, escolher um bom lugar pra me sentar, assitir os traillers e finalmente ver o filme.

Ontem fui ver Melinda e Melinda, do Woody Allen. Estava num dia assim meio caido, um tédio já me corroendo a alma... e eu sei, que um bom remédio pra isso é me trancar por algumas horas numa sala de cinema.

Confesso que fiquei arrepiada quando aquele jazzinho começou a tocar e os créditos do filme começaram a aparecer naquela fonte de letra típicas dos filmes do Woody Allen.
Mas o filme nem é lá essas coisas... não é nenhum Annie Hall, mas também não é o patético Dirigindo no Escuro. Como já falaram muito, o filme é meia bomba, mas dá pra rir e têm umas sacadas boas.

E o que importa que saí do cinema um pouco mais pra cima. E já querendo que o próximo filme dele dê as caras logo por aqui.



   1.6.05  
Nem só de álcool vive o ser humano...

então...últimos livros lidos (recomendo os três):

Pergunte ao Pó - John Fante

O insaciável homem-aranha - Pedro Juan Guitiérrez

Carnaval no fogo - Ruy Castro