Maria Fernanda
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   26.3.07  
Recapitulando as aulas de história do colégio:


Quando o Brasil era dividido por capitanias hereditárias, a capitania de Pernambuco ficou com Duarte Coelho (vocês lembravam disso?). Em 1935, Duarte Coelho acompanhado pelo capitão Afonso Gonçalves veio checar as suas terras. Quando chegaram, Afonso Gonçalves fundou a povoação dos Santos Cosme e Damião, e construiu; ou melhor, mandou contruir, uma capela sob a invocação desses Santos gêmeos.




Considerada a mais antiga igreja ainda de pé no Brasil (na verdade ela era a terceira igreja mais antiga, só que a de São Vicente e a de Salvador, primeiro e segundo colocado, não existem mais), a Igreja de São Cosme e Damião preserva seu estilo maneirista, fachada simples, torre, nave única, dois altares laterais e altar-mor.


Igreja de São Cosme e Damião









   21.3.07  
Meninos, eu li:

Adorei o livro. E recomendo. Está um pouco caro.
Um pouco não, muito caro. Um livrinho desses por quase quarenta paus. Não dá!

Eu disponibilizo o meu para empréstimo. Mas tem que vir aqui em Recife pegar.


É minha chantagem. Cada um troca e joga com o que tem. Eu jogo com livros, já que minha simpatia não é das melhores (e só esse livro, já que ainda não trouxe os meus lá do Rio). Mas aqui também tem umas praias maravilhosas, uma tal de Porto de Galinhas que é o paraíso na terra =) .


Então, chega em Recife, pega o livro e ainda passeia. Acho que está valendo, não? Tudo bem que vai sair um pouco mais caro que comprar o próprio livro, mas o que você leva no "pacote", acho que vale a pena.



O texto da Adriana Falcão é maravilhoso.


Não posso dizer que é leve, afinal é Tarja Preta. Mas é ótimo de ler. Tem todas as neuroses e frustações do homem pós-moderno.


Quem nunca sentiu necessidade (mesmo sem nunca ter tomado) de um Prozac no dia a dia?



   20.3.07  
Aqui em Recife...

Seis horas da manhã o dia está claro claro claro. É uma luminosidade tão grande que eu nunca senti tanta necessidade de óculos escuros como sinto agora, até em dias nublados. Até a noite é clara, pra falar a verdade, a noite aqui é laranja.

O céu parece um pé direito rebaixado, fica muito perto, às vezes penso que se subir em uma escada eu consigo pegar um pouquinho de nuvem.



   16.3.07  
Para quem acha que no nordeste é difícil ter chuva eu digo: aqui na capital de Pernambuco chove quase todo dia. Parece até Belém, mas nem é, é Recife mesmo. Estou impressionada. Cheguei aqui em fevereiro e raro foi o dia que não caiu água. E chove muito, só que aos poucos. A chuva dura uns 5/10 minutos e pára. Passa um tempo e chove de novo. A madrugada é o horário preferido dela.

Hoje chove copiosamente.



   15.3.07  
Parece que todo mundo anda de carro, não sei ainda (como disse um amigo meu*, também do Rio e agora aqui, “A classe média aqui não anda de ônibus”). Ou então os pernambucanos desenvolveram a tecnologia do teletransporte, porque eu não vejo quase ninguém na rua (saudade da Rio Branco. Eu chegava a brincar de andar sem me desviar das pessoas. Traçava uma linha imaginária a minha frente e seguia tentado que o máximo de pessoas se desviassem de mim – e não eu delas). Mas aqui você chega nos lugares e eles estão cheios de gente, mas você não consegue encontrar ninguém a caminho. Também sem calçada, é difícil do pedestre caminhar. Pois foi como eu falei: não há calçada. Quer dizer, elas existem sim, mas não é nada padronizado. Cada prédio faz a sua, ao seu estilo. Mas às vezes nem há lugar para a calçada, pois no meio do caminho há um buraco, um telefone público, uma árvore. Por causa disso que talvez não se haja o mínimo respeito ao pedestre. Quem manda são os automóveis (e as bicicletas), você precisa se manter atenta a isso!

* o bom mesmo desse amigo, além dele ser um fofo e me chamar pra socializar (porque sempre parece que é mais fácil para o homem socializar, não existe muita encanação de chegar em um bar e tomar um cerveja sozinho a noite. Eu ainda não cheguei a esse ponto. Não sei fazer isso, mas queria aprender), ele tem uma moto, e ontem mesmo eu peguei carona com ele. Que delícia! Estou torcendo para que um dia ele faça a proposta: Vamos a Porto de Galinhas... hehehehe



   13.3.07  
Os Recifenses são exagerados. Tudo eles acham longe ou muito (de quantidade) ou muito (de qualidade), mas não é! Cuidado aos exageros. Tudo é relativo, penso eu. O que é muito pra eles, para mim não chega nem perto do suficiente. Por exemplo, eles falam: “ah, lá no shopping tal tem uma praça de alimentação ótima, tem tudo”. Não, não tem tudo. E nem é ótima. As coisas que tem muito aqui são: curso de inglês, casa de apostas e vendedor de macaxeira. Casa de aposta chega a irritar, tamanha a quantidade.

Você chega no supermercado e é difícil encontrar aquelas marcas famosas aí no Rio. Por exemplo, açúcar União. Aqui se você achar açúcar sem ser cristalizado já está no lucro. Da marca que você passou a vida inteira acostumado, aí é pedir demais (daqui a pouco eu estou produzindo meu próprio açúcar, tamanho é a quantidade de canavial pelas estradas). O frango é caro, mais caro que o camarão. Mesmo assim nem vale comprar camarão no supermercado, porque você vai ter o trabalho de prepará-lo. Vá a um bar qualquer e coma de petisco, um quilo de camarão, por treze reais, mais ou menos. Eu achei que nunca iria enjoar. Afinal camarão sempre entrava na minha lista de “comida preferida”; mas quer saber, estou dispensando. Queria mesmo é um filé mignon na manteiga.



   12.3.07  
Não sei dizer se é ruim, só sei dizer que é diferente. Recife é uma cidade pequena, em termo de tamanho, tudo é relativamente perto, mas se você não tem carro, tudo é contramão. Os ônibus não são bem distribuídos e você acaba tendo que pegar dois ônibus pra ir para lugares próximos. Pelo menos domingo a passagem custa a metade do preço.

Tem hora que você fica no ponto de ônibus e não passa nada. Mas é nada mesmo. Eu chego a desconfiar que é pegadinha ou algo assim. Mas não tenho muito o que reclamar. Os motoristas são tranqüilos, tranqüilos até demais (em compensação eles param nos pontos certos, coisa que pra uma ex-moradora do Rio de Janeiro é um ganho e tanto).

Na verdade quase ninguém anda em alta velocidade nesta cidade. Todos se arrastam. Você encontra engarrafamento fácil, simplesmente porque ninguém anda. Acho todos péssimos motoristas. Sim, eu com certeza estou com implicância. Os ônibus não fogem a regra do ritmo da cidade, devagar e sempre. A noite é difícil encontrá-los. Aos poucos vou descobrindo mais linhas que me servem. O ônibus que me leva ao trabalho vai e volta vazio (desconfio que eu pego o sentido inverso do fluxo). Me deixa na porta na ida e na volta. Não tive nenhum problema com assalto ou algo do gênero como já me falaram tanto. Mas o povo aqui é exagerado. Depois eu escrevo sobre isso. (cont.)



   8.3.07  
Primeiras impressões da cidade de Recife:

Dando uma olhada em volta você encontra várias características de cidade grande: grandes avenidas, grande rede hospitalar, lojas, prédios de comércio e serviço luxuosos, Mc Donalds, anúncios luminosos e prédios e mais prédios subindo ao céu; mas depois você olha um pouco melhor e você rapara que não há calçada para os pedestres usarem, não há latões de lixo para os megas condomínios colocarem toda a sujeira que produzem, o comércio e serviços fecham cedo e quase nunca são eficientes. Tudo parece informal, até o que é pra ser formal. Todo serviço prestado parece ser um favor entre vizinhos, colegas. A feira termina às dez horas da manhã. As três da madrugada tem passarinho piando. O dia começa cedo e termina cedo também. (cont.)








   2.3.07  
Agora em 'Ricifi'.

Fiquei tanto tempo sem postar no meu antigo blog que achei até que iria ser vetada de entrar nele.
Como mudei de cidade, aproveito e mudo de blog também. Mais uma mudança não vai fazer diferença.

Trinta anos morando no Rio de Janeiro, agora estou no nordeste do país, em Recife (PE). Migração oposta, vim aqui em busca de emprego. Soube de um concurso na minha área, apostei nele e agora estou aqui, na terrinha de Chico Science.

Tantas impressões novas dignas de relatos. Inaugurarei um novo blog para contar minhas descobertas, implicâncias e (des)venturas do dia a dia nesta cidade em que a buzina deveria ser abolida. Eita povo pra buzinar!

Por enquanto eu continuo por aqui mesmo.


O que vocês acham de me ajudar no nome do novo blog.
Vem aí o MARACATU ATÔMICO (ou seria melhor algo como Casa Grande e Senzala?)