Maria Fernanda
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   25.2.06  
Precisava atualizar...

mas não me levem a mal, hoje é carnaval!



   17.2.06  
Na escola...

* Achava que na Semana de 22 havia “Andrade” demais, e isso me confundia.

* Não entendia a mania dos portugueses irem até as Índias só para encherem suas caravelas de “especiarias”. (as índias eram uma espécie de Paraguai?)

* Visigodos e Ostrogodos estavam mais para uma variação de Risoto do que para povos bárbaros.

* Me recusava a acreditar que as flores tinham aparelho reprodutor.

* Eu sabia que em 1453 Constantinopla tinha sido tomada pelos Turcos Otomanos, embora não fizesse a mínima idéia de quem seriam esses tais Turcos Otomanos.

* Cateto era uma boa palavra para se falar alto e pausadamente.
* Hipotenusa era uma deusa sedutora.
* Seno e Coseno seriam os nomes dos meus filhos, se fossem gêmeos.

* Meu boletim nunca foi o orgulho da família.



   16.2.06  
Quando criança...

* Eu achava que na Copa do Mundo todos os times do Brasil jogavam contra todos os times do resto do mundo, e não entendia como um campeonato desse tamanho durava apenas um mês.

* Eu acreditava que o dia tinha 24 horas, e as noites também.

* Eu não tinha muita noção de tempo.

* Eu não sabia que insônia existia.



   11.2.06  
CUIDADO!!!!

"... pois a gente morre diariamente, morre à mesa de jantar, ou assim, fora de casa, nos bosques de outono; e com as fogueiras ardendo..."

(Virginia Woolf)



   10.2.06  
um pouco de cultura II...
(continuando)

No fim do século XIV, devastada pela peste e pela guerra dos Cem Anos, a população da França estava reduzida a um terço. Os camponeses refugiavam-se nos bosques, abandonando campos e caminhos à mercê de grupos de bandidos armados que, sob a bandeira da França, da Inglaterra e da Borgonha, assassinavam os viajantes e pilhavam cidades. A população estava flagelada pela fome e empobrecida pelas sucessivas pilhagens e pelos pesados impostos necessários à continuação da guerra.

O fim da Guerra dos Cem Anos, em 1453, e a consolidação do poder real a partir da segunda metade do século XV, assinalaram o início de um período de paz e desenvolvimento, criando condições para a reunificação territorial do reino.
Estes acontecimentos favoreceram a elaboração de uma linguagem pictórica relativamente homogênea e autônoma, origem da floração, até hoje ininterrompida, da pintura francesa.

Paris foi privada, por algum tempo, do seu papel predominante na vida da nação. A cidade deixou de ser o principal centro artístico e as artes passaram a se desenvolver na região de Provença – principalmente em Avignon e na Corte de Aix – onde os efeitos desastrosos da luta travada no centro e nas províncias do norte foram muito menos sentidos.

Em meados do século XV, Avignon – que já tinha estabelecido como centro vivo das artes pictóricas de 1340 a 1370, quando foi sede do papado – experimentou um novo desenvolvimento artístico.

Avignon era o ponto de encontro da civilização do sul e do norte. A proximidade da Corte de Aix, onde o rei René I cercava-se de santeiros, pintores, trovadores, não podia deixar de alimentar o foco de cultura que um século de atividade pacífica criou em Avignon.

Mais tarde, com a volta da Corte a Roma, no fim do século XIV, a importância do lugar declinou. Por volta de 1440, algumas personalidades importantes apareceram na Provença, e sua arte abre um capítulo extremamente interessante na história da pintura francesa, com o nascimento da Escola de Avignon.


Sua primeira obra-prima é o tríptico da Anunciação, de autor desconhecido, pintado por volta de 1444, em Aix. Atualmente a Anunciação encontra-se na Igreja de Santa Maria Madalena de Aix-en-Provence.
Os painéis laterais foram separados: o profeta Isaías está dividido entre os museus de Roterdã e Amsterdã, e Jeremias encontra-se em Bruxelas.

“Alguns detalhes do retábulo lembram naturezas-mortas e apresentam, além da influência flamenga e italiana, um realismo próximo da arte espanhola. Contudo, a harmonia da disposição, tão próxima da monumentalidade da estatuária gótica francesa, situam esta obra como um marco importante na evolução da escola francesa”.

Esta conciliação das reduções visuais dos flamengos com a sutil alquimia gótica é o caráter
desta obra, onde a cuidadosa demarcação do espaço no interior do nicho nos passa a ilusão de profundidade – criada tanto pela repartição geométrica da superfície como por sutis efeitos de iluminação, além da disposição das cores cuidadosamente combinadas.

Uma das partes do tríptico, Jeremias, é um retrato esculturamente composto, onde o resto se fixa sobre a veste vermelha de seu corpo. A configuração da prateleira, cheia de livros e objetos pessoais, nos passa a concepção de segredo, que surgirá muito mais tarde com o aparecimento do gênero das naturezas-mortas.



   9.2.06  
Cores e Som




Portinari. Bumba Meu Boi. 1959



   8.2.06  
Qualé?!?!?!

O que tenho? Uma vida, alguns amigos, vários colegas, alguns sorrisos, uma gata, dois irmãos, uma família, alguma solidão, fotos na gaveta, idéias na cabeça, plano de saúde, dentes obturados, roupas gastas e um imensa vontade de transformar grandiosas palavras em gírias simples de entendimento para qualquer um.



   4.2.06  
Tudo certo
como dois e dois
são cinco


...às vezes, nem saio do quarto.
tem dias que nem volto pra casa...



   3.2.06  
Alguma coisa acontece no meu coração...

Hoje é dia do meu garoto enxaqueca preferido. Um cara um tanto quanto excêntrico (ou louco?), que veio de São Paulo para estudar museologia no Rio. Inteligentíssimo, irônico e exagerado até dizer chega. Lindo e elegante, daqueles que coloca uma camiseta de malha de campanha política e fica chiquérrimo; e, que todas as garotas da faculdade queriam conhecer (sem chance!!!).

Eu e ele, ele e eu, um grudado no outro boa parte dos 4 anos de faculdade. Quando terminou o curso ele voltou pra SP. Fui lá algumas vezes e mantínhamos contatos freqüentes. Depois ele partiu rumo à Europa e ficou rodando por lá um bom tempo. Vez ou outra eu recebia um postal de alguma localidade do globo terrestre e telefonemas (quando ele estava no Brasil). Mas aos poucos os contatos foram cessando. Passaram meses sem um postal, meses sem um cartão de natal, meses sem um e-mail, meses sem um alô... passaram-se anos.

No começo do ano passado depois de tentar, sem sucesso, achá-lo, cismei porque cismei que ele havia morrido ou que algo muito grave havia acontecido a ele.
Pois bem, imaginem qual não foi minha felicidade quando, meses depois da minha suspeita de morte, o telefone tocou e era ele... fazendo piadas como se não tivéssemos há tanto tempo sem nos falar.

Ficamos horas no telefone, como de costume. Anotei seu novo telefone e seu novo “bat local”, Natal, Rio Grande do Norte. Quando estive no nordeste ano passado, contratempos fizeram que não nos encontrássemos (quando eu fui pra lá, ele teve que vir pra Sampa). Mas voltamos a nos comunicar com mais freqüência. Hoje eu recebi um mail dele avisando que era o aniversário dele (aquariano, isso eu nunca iria esquecer... só encasquetei que era dia 7).

!!!!PARABÉNS!!!!






Alguns dos postais divertidíssimos que eu recebia desse menino, assinado com vários codinomes conforme seu estado de espírito e localidade:
De Lisboa:

“Dear Fefa, escrevo-lhe desta praça. Cheguei ontem a Lisboa. É a cidade mais impressionante e caótica que já vi (uma mistura de Saara – Rio -, com Pelourinho). Devo ter cara de drogado, pois saí do hotel há uma hora e 4 pessoas me ofereceram haxixe. Não conheci nada ainda, mas Lisboa seria um lugar interessante para viver. Beijos N.”

Ainda de Portugal chega outro postal:
“(...) apesar de baixinhos e de se vestirem feito espantalhos, eles são do bem. (...) para variar quase desidratei de tanto chorar na Torre de Belém, a parte mais emocionante da minha viagem. Hoje retorno à Espanha. Beijos Maria de Fátima.”

De Madrid ele escreve:
“Dear Fefa, como seria bom se você estivesse aqui. Viajar sozinho é um saco. (...) o Museu do Padro é emocionante. É indescritível a sensação de entrar numa sala e dar de cara com a Anunciação, de Fran Angélico, por exemplo! Devo estar muito sensível, pois já chorei em quase todos os museus que entrei. Só estou dando vexame (...). N.”

De Bilbao:
“Fefa, como estás? Este é o famoso Guggenheim. É um escândalo! (...) Bilbao é medonho, com pessoas mais estranhas e feias que já vi na minha vida. Mas ao contrário dos catalães, são muito gentis. Besos e Hasta la Vista Baby.”

De Roma:
“Fefa, como vai a vida? Espero que bem... aqui tudo na mesma merda. Como eu odeio este país. Seguramente a Itália é o lugar mais escroto em que já estive!!! (...) Cadê o fogo deste povo?!? O meu vai muito bem, obrigado. Depois de Nero serei o próximo a incendiar Roma!! Beijos Joelma Andraws”

De Valletta, Malta:
“ Fefa, desta vez eu arrasei, né? Fui cair na Valleta....hehehehe. Não tenho muito que contar, pois cheguei ontem, mais de 15 horas de vôo. Agora, os ‘bofitos’ são um escândalo anatômico, uma mistura de árabe com italiano, ou seja, narigudos. (...) Me aguardem!! Beijos Maria Valletta.”

Ainda de Malta:
“Fefa, estou morrendo de saudade de você, vadia. Como vai a vida? Pra variar o garoto enxaqueca atacou e estou odiando tudo e todos por aqui. Que decepção!!! (...) Meus planos estão levemente mudando. Talvez eu acabe na Turquia... todos os meus amigos aqui são de lá, acho que é o destino. Milhões de beijos para todos que ainda se lembram de mim. Judycleyde Patterson de la Valletta.”

Não consegui identificar a procedência deste postal... é de algum Museu Nacional de Arquelogia, da Itália. O puto escreveu lá e me mandou um mês depois, de São Paulo.

“Caríssima mia, Muito calor por aí? Que inveja!! Passarei meu Natal num mosteiro em Palermo (Sicília), arrasei né? (...) Vou rodar a Sicília e depois vou para o Norte da África, pelo menos, lá é mais quente. Beijos e feliz Natal a todos de Brazucolândia. Lucrecia Borgia.



   2.2.06  
Amém...

"Meu Deus, não sou muito forte, não tenho muita além de uma certa fé - não sei se em mim, se numa coisa que chamaria de justiça-cósmica ou a-coerência-final-de-todas-as-coisas. Preciso agora da tua mão sobre a minha cabeça. Que eu não perca a capacidade de amar, de ver, de sentir. Que eu continue alerta. Que, se necessário, eu possa ter novamente o impulso do voô no momento exato. Que eu não me perca, que eu não me fira, que não me firam, que eu não fira ninguém. Livra-me dos poços e dos becos de mim, Senhor. Que meus olhos saibam continuar se alargando sempre."

Caio Fernando de Abreu



   1.2.06  

Um pouco de cultura...

Depois das pinturas murais do período românico e dos vitrais das grandes catedrais góticas, a primeira expressão importante da arte francesa surgiu nas pequenas pinturas delicadas e decorativas dos iluminadores de manuscritos.

Desenvolveu-se em Paris, durante o século XIII, uma escola regular de miniaturas, e a influência destes pintores, muitas vezes desconhecidos, com sua visão gótica estilizada, estendeu-se por toda a Europa.

O livro das horas, gênero novo na França do século XIV, desenvolveu-se plenamente no decurso do século XV. Era um livro de orações para os leigos. Em geral, começava por um calendário, onde duas miniaturas (uma representando o signo do zodíaco e outra a atividade própria do mês) ilustravam cada um dos meses. Seguiam-se passagens dos Evangelhos e duas orações à Virgem. Estes manuscritos são muito importantes para a história da arte. Muitos destes livros são verdadeiras obras-primas da arte franco-flamenga da iluminura.

De todos os praticantes desta arte, os que mais se destacaram são os irmãos Limbourg, iluminadores da grande obra-prima européia, “O Trés Riches Heures du Duc de Berri”. Este trabalho se caracteriza pela nobreza refinada, o estudo delicado das cores e do traçado e o encanto gracioso dos personagens.

Enquanto Jan Van Eyck, em Flandres, e Mossaico, na Itália, abriam um novo panorama na arte pictórica entre 1420 e 1430, os pintores franceses estavam confinados a limitação de suas atividades por causa da Guerra dos Cem Anos com a Inglaterra. E só ao término da guerra e com o início da reunificação territorial a Escola Francesa irá recuperar sua posição nas produções artísticas.

(continua)